As margens do Poderoso Rio Joanes, Começou as atividades do Novembro Negro 2009, em Lauro de Freitas. Com a presença dos alunos da escola Kleber Pacheco falo um pouco da História da fundação de Santo Amaro de Ipitanga, hoje, Lauro de Freitas. Sem esquecer do Levante do Rio Joanes, onde homens negros islamizados tombaram lutando pela liberdade, em um massacre que teve como testemunha esse lindo rio.
sábado, 7 de novembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Programação do Novembro Negro em Lauro de Freitas
O QUE: Mostra de Fotografia “ Rio-Bahia, O olhar do outro”
ONDE: Centro de Referência da Cultura AfroBrasileira-Terminal Turístico Mãe Mirinha de Portão
DATA: 03 a 30 de Novembro de 2009
HORÁRIO: 08 às 17:00 hs
PARCERIAS: SEPROMI/PMLF-Secretaria de Governo-SUPPIR
CONTATO: SUPPIR (71) 3369-9959 E-mail: suppirlauro@yahoo.com.br
O QUE: Mostra de Cinema Negro
ONDE: Centro de Referência da Cultura AfroBrasileira-Terminal Turístico Mãe Mirinha de Portão
DATA: 03 a 30 de Novembro de 2009
HORÁRIO: 08 às 17:00 hs
PARCERIAS: SEPROMI/PMLF-Secretaria de Governo-SUPPIR
CONTATO: SUPPIR (71) 3369-9959 E-mail: suppirlauro@yahoo.com.br
O QUE: Seminário Palmares contra a Discriminação
ONDE: Centro de Referência da Cultura AfroBrasileira-Terminal Turístico Mãe Mirinha de Portão
DATA: 16 de Novembro de 2009
HORÁRIO: 08 às 17:00 hs
PARCERIAS: SEPPIR, Secretaria Municipal de Governo (SUPPIR)
CONTATO: SUPPIR (71) 3369-9959 E-mail: suppirlauro@yahoo.com.br
O QUE: Feira de Saúde no Quingoma
ONDE: Quingoma
DATA: 17 de Novembro
HORÁRIO: 08 às 17:00 hs
PARCERIAS: SEPPIR,Secretaria Municipal de Governo(SUPPIR) ,Secretaria Municipal de Saúde
CONTATO: SUPPIR (71) 3369-9959 E-mail: suppirlauro@yahoo.com.br
O QUE: Sessão Especial do Novembro Negro- Consequências e Perspectivas de Políticas Públicas para o Povo Negro
ONDE: Câmara Municipal de Vereadores
DATA: 18 de Novembro de 2009
HORÁRIO: 17:00hs
PARCERIAS: Casa Legislativa do Município, Secretaria Municipal de Governo(SUPPIR)
CONTATO: SUPPIR (71) 3369-9959 E-mail: suppirlauro@yahoo.com.br
O QUE: Noite pela Paz -Amarração de ojás
ONDE: Toda a cidade
DATA: 19 de Novembro de 2009
HORÁRIO: 22:00 hs
PARCERIAS: SEPPIR,Secretaria Municipal de Governo(SUPPIR)
CONTATO: SUPPIR (71) 3369-9959 E-mail: suppirlauro@yahoo.com.br
O QUE: Caminhada Cor da Cidade
ONDE: Terraplac-Largo do Caranguejo/ Itinga
DATA: 21 de Novembro de 2009
HORÁRIO: 15:00 hs
PARCERIAS: PCE-Posse de Conscientização e Expressão, SEPPIR,Secretaria Municipal de Governo(SUPPIR)
CONTATO: SUPPIR (71) 3369-9959 /9958 E-mail: suppirlauro@yahoo.com.br
O QUE: Mostra de Fotografia “ Rio-Bahia, O olhar do outro”
ONDE: Centro de Referência da Cultura AfroBrasileira-Terminal Turístico Mãe Mirinha de Portão
DATA: 03 a 30 de Novembro de 2009
HORÁRIO: 08 às 17:00 hs
PARCERIAS: SEPROMI/PMLF-Secretaria de Governo-SUPPIR
CONTATO: SUPPIR (71) 3369-9959 E-mail: suppirlauro@yahoo.com.br
O QUE: Mostra de Cinema Negro
ONDE: Centro de Referência da Cultura AfroBrasileira-Terminal Turístico Mãe Mirinha de Portão
DATA: 03 a 30 de Novembro de 2009
HORÁRIO: 08 às 17:00 hs
PARCERIAS: SEPROMI/PMLF-Secretaria de Governo-SUPPIR
CONTATO: SUPPIR (71) 3369-9959 E-mail: suppirlauro@yahoo.com.br
O QUE: Seminário Palmares contra a Discriminação
ONDE: Centro de Referência da Cultura AfroBrasileira-Terminal Turístico Mãe Mirinha de Portão
DATA: 16 de Novembro de 2009
HORÁRIO: 08 às 17:00 hs
PARCERIAS: SEPPIR, Secretaria Municipal de Governo (SUPPIR)
CONTATO: SUPPIR (71) 3369-9959 E-mail: suppirlauro@yahoo.com.br
O QUE: Feira de Saúde no Quingoma
ONDE: Quingoma
DATA: 17 de Novembro
HORÁRIO: 08 às 17:00 hs
PARCERIAS: SEPPIR,Secretaria Municipal de Governo(SUPPIR) ,Secretaria Municipal de Saúde
CONTATO: SUPPIR (71) 3369-9959 E-mail: suppirlauro@yahoo.com.br
O QUE: Sessão Especial do Novembro Negro- Consequências e Perspectivas de Políticas Públicas para o Povo Negro
ONDE: Câmara Municipal de Vereadores
DATA: 18 de Novembro de 2009
HORÁRIO: 17:00hs
PARCERIAS: Casa Legislativa do Município, Secretaria Municipal de Governo(SUPPIR)
CONTATO: SUPPIR (71) 3369-9959 E-mail: suppirlauro@yahoo.com.br
O QUE: Noite pela Paz -Amarração de ojás
ONDE: Toda a cidade
DATA: 19 de Novembro de 2009
HORÁRIO: 22:00 hs
PARCERIAS: SEPPIR,Secretaria Municipal de Governo(SUPPIR)
CONTATO: SUPPIR (71) 3369-9959 E-mail: suppirlauro@yahoo.com.br
O QUE: Caminhada Cor da Cidade
ONDE: Terraplac-Largo do Caranguejo/ Itinga
DATA: 21 de Novembro de 2009
HORÁRIO: 15:00 hs
PARCERIAS: PCE-Posse de Conscientização e Expressão, SEPPIR,Secretaria Municipal de Governo(SUPPIR)
CONTATO: SUPPIR (71) 3369-9959 /9958 E-mail: suppirlauro@yahoo.com.br
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Pactum Scelleris (Pacto Criminoso)
Por: Hanka Nogueira*
“Dai a César o que é de César,
e a Deus o que é de Deus”
Marcos: cap. 12, ver. 17
Recentemente em uma nova investida colonizadora, a Igreja Católica por meio do decreto que tramita no Senado Federal (Projeto de Decreto Legislativo 1736/2009), já aprovado na câmara dos deputados, que estabelece um acordo entre a “Santa” Sé e o Estado brasileiro prevê, entre outras coisas: ensino religioso obrigatório nas escolas dando ênfase a religião católica; estabelece juridicamente a concessão de imunidade tributaria total para a igreja católica; passa aos cofres públicos a responsabilidade pela manutenção, reforma e preservação do patrimônio da igreja; institui a prestação obrigatória de assistência religiosa em presídios, hospitais e inclusive tribos indígenas; prevê a concessão de isenção fiscal para rendas e patrimônio de pessoas jurídicas eclesiásticas; isenção para a Igreja católica de cumprir as obrigações impostas pelas leis trabalhistas brasileiras, ou seja, a igreja pretende se lastrear nos recursos e na permissividade do Estado brasileiro para, alem de outros interesses, contra-atacar o crescimento do segmento evangélico no país. Se isso ocorrer, a condição do Brasil como Estado laico - É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias, cap. I art. 5º da Constituição Federal (Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos) - Terá um dos princípios básicos da cidadania e da liberdade usurpado em nome de um projeto fascista e retrogrado, cometendo-se um enorme equivoco em nome de um Deus privativo e monopolista. A História nos mostra o desastre que é se misturar Estado e religião, assim como, a condução sócio-politica de uma nação alicerçada em um conceito religioso imposto.
Conivência e conveniência – Pensar o acordo entre o poderoso Estado romano e o Brasil como algo desassociado do momento impar em que vive a sociedade brasileira no contexto interno, é no mínimo reducionismo de analise, e sendo assim, tal atitude é extremamente providencial para a igreja. Hoje, o povo brasileiro se vê frente a sua formação sociocultural admitindo a necessidade de se buscar parâmetros que desmistifiquem deformações ideológicas e filosóficas impregnadas dos valores coloniais de outrora, portanto, caminhando para o reconhecimento do debito social, racial e político que possuímos. Por meio de reflexões que abordam o papel da mulher na sociedade contemporânea e o poder sobre a maternidade que envolve principalmente o direito de escolha em abortar ou não a gravidez; da nova formação dos núcleos familiares a partir das uniões homo-afetivas; os questionamentos do debito secular que o Estado, assim com a igreja, possui com índios e negros brasileiros; os movimentos de valorização e respeito as religiões de matriz africana e outros segmentos; o papel da igreja na atualidade e a participação essencial que teve na construção do golpe militar de 1964. Como a História demonstra, a folha corrida é extensa e os desígnios de “Deus” não podem ser confundidos com a condução política e democrática do Estado.
Católicos graças a Deus? - O Estado moderno se funda em alicerces jurídicos que visam a liberdade de escolha e o exercício da democracia como fundamento primordial para a manutenção da ordem. Direitos, que nos são garantidos pela constituição de 1988 - Constituição Cidadã -, mas, como efetivá-los diante da verdadeira deformidade cultural brasileira no que tange a relação entre a lei e a pratica? Como materializar os direitos com base no cumprimento das obrigações em uma sociedade que prima pelo privilégio e pelo “jeitinho” como parâmetro de vitória? Definitivamente, não somos o que dizemos ser. Ordeiros, democráticos, igualitários, justos e espiritualizados. Somos sim, católicos por imposição histórica e cultural, e como católicos trazemos no intimo o ranço dos fundamentos judaico-cristão. Esperamos pelo messias, pelo salvador, e delegamos a essa quimera o porvir da nossa vitória, o nosso futuro agraciado não em leite e mel, mas em privilégios e graças particulares. Tudo isso com a benção do criador que tudo perdoa.
O Estado Democrático de Direito no Brasil, parte da consecução das suas ações na suposta insuficiência da população frente a questões importantes. As ações são pensadas e baseadas na inércia e na falta de informação da maioria, fruto de arranjos e engôdos empurrados a sociedade como se fossem verdades absolutas. Baseando-se nessas deformidades para tornar velhas mentiras em verdades inquestionáveis, criando um ambiente onde se ouve quotidianamente a afirmação que a religião, assim como a política, não deve ser discutida e não merece ser colocada a luz da reflexão. A aplicação da lei e a criação das normas para a convivência em sociedade é dever do Estado, mas, não podemos pensar o Estado como normatizador das relações apartado da atualidade social e do contexto histórico em que esta inserida a população. Não podemos pensar o Estado como algo intangível, onisciente, acima do bem e do mal. Somos o Estado, e como tal, nos cabe a condução justa das medidas sociais de convivência respeitando-se a diversidade plurietnica, multicultural e plurireligiosa da nossa sociedade. Dentro dessa premissa, pensa-se as religiões como instrumento de sustentabilidade moral e espiritual dentro de um verdadeiro espírito democrático e libertário.
Fé, verdade, religião - Religiosidade, esse sentimento é a força-mestra da convivência social. A religião, que é a espiritualização da religiosidade, reúne pessoas com a mesma afinidade espiritual, estabelecendo rituais, regras, hierarquias, locais próprios e modus operandi para sua funcionalidade. O Estado brasileiro precisa garantir o direito da livre expressão religiosa, tendo como fato o vasto numero de manifestações, praticas de cultos, seitas e outras formas de crença e fé que possuem o povo brasileiro. Manifestações que possuem o direito de serem compreendidas e respeitadas em sua complexidade, sem preconceitos, julgamentos e perseguições impetradas seja por quem for. Mas, o acordo vai na contramão da História e se apresenta totalmente “desligado” das reais necessidades da população em seu processo contemporâneo de transformação social e cidadã. Evidenciando a tentativa de alienação e aculturação por parte de organismos e grupos que secularmente agem nas sombras da desinformação, usurpando direitos e perpetuando os seus privilégios.
* Educador, Diretor de Projetos e Pesquisa da Superintendência de Promoção da Igualdade Racial do Município de Lauro de Freitas - Bahia
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Civilização, Civismo, e Brasil
Quem não tem presente vive de futuro
Raul Seixas
Raul Seixas
Tão tumultuado como a História do Brasil, é o exercício da convivência social entre a população brasileira, fruto de uma formação identitária inconclusa, apesar das contribuições das diversas matrizes civilizatórias que aqui se estabeleceram. A negação das matrizes indígena e negra em favorecimento de um modelo ideológico único e homogêneo, baseado na imposição socio-racial, cujo alicerce se desenvolveu e se perpetua no racismo, no patriarcalismo assistencialista e na divisão de classes, permitiu e permite, a formulação de um adestramento social onde parte da população – identificada com ascendência européia -, é “educada” com base nos privilégios históricos que terminou por criar uma sociedade desigual em praticas e direitos. Cercada de ideologias e mitos, onde se perpetua o favorecimento daqueles que se auto proclamam os únicos capazes a conduzir o país, relegando a maioria a obediência passiva e a “naturalização” desse pseudo fato. Cria-se um ambiente propício a construção de um limbo social, alicerçado na cidadania subjetiva em direitos e estimulada em preconceitos.
O Eterno País do Futuro – O sonho de uma nação desenvolvida, livre das mazelas sociais, economicamente equânime e socialmente democrática, fica relegada ao devir, a um futuro promissor. Gerando conformismo ao mesmo tempo em que consegue ser “palpável” em idéias e desejos. Desta forma, materializa-se na “democracia” presente a inércia social baseada na alienação e na aceitação. Perversa, autoritária e extremamente manipuladora, a república brasileira transmuta-se em continuismo a cada tentativa de real mudança na estrutura cultural e social. O distanciamento do agora em nome de um projeto ilusório de transformação futura alicerça-se negando praticas de revisão dos conceitos e abolição dos preconceitos, mantendo um ideário de democracia subserviente a uma elite excludente, o que viabiliza a não concretude dos avanços legislatórios da Constituição de 1988 – Essa, transformada em letra morta – a Constituição Cidadã. A suposta cordialidade do povo, o discurso da democracia racial, o desapego as leis, a invisibilização conjuntamente com a inviabilização do outro, atestam a impossibilidade de uma convivência cidadã entre a população, portanto, o não socializar-se é visto como forma de defesa dos interesses. Não existe coletividade e perde-se tudo. O espaço das ruas, a consciência publica, as normas de convivência, a interação entre as pessoas, o respeito as diferenças. Se faz necessária uma revisão conceitual da nossa formação enquanto povo. A nação so poderá nascer a partir dessa revisão. Conceitos básicos como o engodo do “descobrimento”; A formulação ideológica doentia da sociedade trazida do além mar; O modelo de desenvolvimento primitivo de capital por meio da escravidão e suas consequências posteriores como a subcidadania dos negros juntamente com o genocídio dos índios implementado pelo Estado; A burocratização da maquina pública como forma de privilegiar um grupo e emperrando o desenvolvimento como um todo; A concentração histórica de renda; E a tomada da condução político-administrativa a partir de uma elite, são fraturas expostas da nossa necrose social.
Cultura como Formação de Identidade - Cercada por interesses patrimonialistas e espúrios, a população brasileira assiste a condução do processo político “democrático” pela TV. Entorpecida pelo processo de negação a informação de qualidade, associado aos joguetes de cena de grupos que tentam de todas as formas subtrair as conquistas sociais, como atesta a tentativa de “enxugar” a constituição brasileira – Proposta de Emenda Constitucional 341/09, do deputado Régis Oliveira (PSC – SP), cujo intuito é diminuir de 250 para 76 os artigos da Constituição – torna-se evidente que, o modelo civilizatório que nos é imposto atenta contra todas as garantias sociais dos segmentos plurietnicos do país, delegando a gerações futuras um modelo falido de sociedade cujo direcionamento é o lucro a qualquer custo, a destruição do meio-ambiente, o desrespeito a memória coletiva, a inversão de valores e o não reconhecimento da legitimidade popular. Se faz necessário um redimensionamento da riqueza e dos valores da nação no campo simbólico. A riqueza enquanto produto material, resultado da produção do trabalho, principalmente o atrelamento deste a tecnologia de ponta, cujo interesse é tão somente o luxo, precisa dar lugar ao valor imaterial da nossa cultura que esta impregnado nas coisas e nos bens subjetivos da sociedade multiracial e plurietnica que possuímos. As características intrínsecas ao nosso Ser enquanto povo, fruto do processo civilizatório plurietnico que aqui se desenvolveu, resultou na formação de riquezas simbólicas que estão impregnadas em nossa cultura e não em valores puramente físicos. Dentro da modernidade, hoje, a verdadeira riqueza encontra-se centrada não mais no material ,mas, no simbólico, na subjetividade.
Lei contra a Justiça - Com uma grande parte da sociedade vivendo na marginalidade – a margem – os valores enquanto forma de regulação social se perdem na deformação do cotidiano, estimulando a prática discriminatória ao mesmo tempo em que se é alvo da discriminação. Se discrimina numa tentativa vã de minorar a sua própria vitimação, impossibilitando a sociedade de agrupar-se em torno de interesses comuns que possibilitem uma mudança social concreta. A necessidade de se redimensionar o significado do conceito de justiça, em todas as instancias possíveis e imagináveis, devera ter como conceito basilar uma justiça de valores, intenções, símbolos e significados. So desta forma entenderemos a reivindicação ancestral de negros e índios. E ai sim, estaremos em paz com a nossa consciência e prontos para prosseguirmos na construção de uma nação sem estigmas e legados ruins.
Hanka Nogueira
Luz e Força
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